Estamos Lendo: Os Lusíadas - Camões

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Créditos

As primeiras luzes de outono

O nascente vermelho do leste

Inquietou meus pensamentos.

Fez desengasgar

O que minhas mãos se recusavam a escrever.

Não consegui um só instante

Ignorar a lembrança de teu rosto.

O vento da manhã

Traz o sopro da vontade de te ver.

Nem sei se o que sinto lhe é bem – vindo.

Fica somente o desejo,

Desespertado pelas luzes do outono que nasce.

:: Postado por Cida às 10h27
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O Ovo não era de chocolate.

 

A Páscoa é uma data esperada ansiosamente, pelos chocólatras de plantão. É nesse período que a culpa fica de lado e o consumo aumenta. Uma degustação coletiva e familiar. São vários formatos, várias opções e a vontade fica incontrolável. E ordem é: se achocolatar!

Mas os símbolos dessa festa nos deixam uma interrogativa curiosa. O que tem a ver coelho e ovos com a páscoa? Muitos pais ainda têm dificuldades para esclarecer a questão aos filhos naquela fase que tudo perguntam. E você aí, sabe a origem dessas figuras? Diz papai, quero saber..diz.....

 

Talvez seja um bom começo recorremos a origem da palavra.

O nosso velho Aurélio define a palavra da seguinte maneira: para os hebreus é uma celebração anual pela saída do Egito (palavra judaica Pessach que significa transição) e para os cristãos, uma festa anual que comemora a ressurreição de Cristo. Essa definição não lembra nenhum coelho branquinho saltitante nem muito menos aquele ovão cheio de bombons dentro. Papai não entendi! Descartamos então o dicionário.

 

Uma outra opção seria a origem da palavra no inglês: o termo Easter que nos aproxima da Ostara ou Eostre – deusa anglo-saxã da luz cujo animal sagrado...adivinhem...era uma lebre. O coelho pode ter vindo daí então. (Será?... Será?). 

Os ritos a tal deusa eram praticados no equinócio da primavera (que diabo é isso?)...era quando o dia e a noite tinha a mesma duração e a época era tido como fecunda -  assim como o coelho e a lebre são símbolos de fertilidade.    E o ovo? Claro que o ovo também é símbolo de fertilidade. Não só isso, significa também renascimento. Isso dito pela própria igreja. O ovo foi ficando importante e já aparecia nas culturas romanas e gregas, antes mesmo das judaicas. Agora quer saber porque eles comiam os ovos?  Considerado “carne” por algumas culturas, era proibido consumir ovos durante o período da Quaresma. Assim, voltar a comer ovos na Páscoa marcava o fim de privações e jejum. Mas papai, os ovos eram de chocolates?

Nem sempre foi assim.

 

O coelhinho da páscoa e a tradição de comer ovos surgiram no imaginário cristão por volta do século XVI pelos protestantes alemães. Os ovos, a propósito, eram de galinha e fervidos. Os ovos de chocolate e coelhinhos comestíveis que conhecemos hoje só teriam surgido, segundo relatos, no século XIX, na Alemanha. (será? Será?)...

E porque oferecemos os ovos?

Dizem que a tradição de oferecer ovos veio da China. (Será que eram pequenos)...

Há vários séculos os orientais preocupavam-se em embrulhar os ovos naturais com cascas de cebola e cozinhavam-nos com beterraba. (Eca!) . Ao retirá-los do fogo, ficavam com desenhos mosqueados na casca. Os ovos eram dados de presente na Festa da Primavera. (imaginem o cheiro....). O costume chegou ao Egito.
Assim como os chineses, os egípcios distribuíam os ovos no início da nova estação.
Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição e no século XVIII a Igreja adaptou-o oficialmente, como símbolo da Páscoa.

 

O ovo eu entendi.....mas fala mais sobre o coelho.  Arre! Então.... o coelho no antigo Egito simbolizava o nascimento e a nova vida e alguns povos da Antiguidade o consideravam o símbolo da lua. É possível que ele tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a lua determinar a data da Páscoa...mas isso é uma outra história.  O certo mesmo é que origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas, entendeu! Então pare de fazer perguntas e toma que o ovo é teu!

 

PS. O assunto é extenso, vocês nem imaginam como. Ritos pagãos, datas da páscoa, a origem, outros símbolos......um material fértil para muitas ninhadas desse assunto.  Desejamos a todos...

 

FELIZ PÁSCOA!          FELICES PASCUAS!     HAPPY EASTER!

GLAD PÁSK!               CHAG SEMEACH!

:: Postado por ««Mär©iö»» às 16h32
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"A folha de papel"

 

Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e

na menor provocação, explodia magoando meus amigos.Na maioria das

vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me

esforçava por consolar a quem tinha magoado.Um dia, meu professor me

viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou

uma folha de papel lisa e dizendo:

- Amasse-a!

Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

- Agora - voltou a dizer-me - deixe-a como estava antes.

É obvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel

ficou cheio de pregas. Então, disse-me o professor:

- O coração das pessoas é como esse papel...A impressão que neles

deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.

Quando sinto vontade de estourar, lembro deste papel amassado.A

impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando

magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos

consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais."

 

 (Autor desconhecido)

:: Postado por ««Mär©iö»» às 13h09
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PUTZ ! BOICOTARAM O SALMAN!...

Ok! Vamos falar de Gil Vicente, cujas impagáveis e deliciosas obras: “ A Farsa de Inês Pereira “ e “Auto da Barca do Inferno” estamos lendo no curso de Literatura Portuguesa ( com certeza ! ). By the way, não só para os amantes da Literatura Portuguesa como da Literatura de modo geral, esse gajo não deveria, nunca, passar batido, pá!


Perfil literário
Gil Vicente foi sem dúvida um homem que viveu um conflito interno, por conta da transição da idade Média para a Idade Moderna. Isso quer dizer que foi um homem ligado ao medievalismo e ao mesmo tempo ao humanismo, ou seja, um homem que pensa em Deus mais exalta o homem livre.

O Autor critica em sua obra, de forma impiedosa, toda a sociedade de seu tempo, desde os membros das mais altas classes sociais até os das mais baixas. Contudo as personagens por ele criadas não se sobressaem como indivíduos. São sobretudo tipos que ilustram a sociedade da época, com suas aspirações, seus vícios e seus dramas (tipo é o nome dado aos personagens que apresentam características gerais de uma determinada classe social). Esses tipos utilizados por Gil Vicente raramente aparecem identificados pelo nome. Quase sempre, são designados pela ocupação que exercem ou por algum outro traço social (sapateiro, onzeneiro, ama, clérico, frade, bispo, alcoviteira etc.). Ainda com relação aos personagens pode-se dizer que eles são simbólicos, ou seja, simbolizam vários comportamentos humanos.

Os membros da Igreja são alvo constante da crítica vicentina. É importante observar, no entanto, que o espírito religioso presente na formação do autor, jamais critica as instituições, os dogmas ou hierarquias da religião, e sim os indivíduos que as corrompem.
Acreditando na função moralizadora do teatro, colocou em cenas fatos e situações que revelam a degradação dos costumes, a imoralidade dos frades, a corrupção no seio da família, a imperícia dos médicos, as práticas de feitiçaria, o abandono do campo para se entregar às aventuras do mar.

A linguagem é o veículo que Gil melhor explora para conseguir efeitos cômicos ou poéticos. Escritas sempre em versos, as peças incorporam trocadilhos, ditos populares e expressões típicas de cada classe social.
A estrutura cênica do teatro vicentino apresenta enredos muito simples. Provavelmente as peças do teatrólogo eram encenadas no salão de festas do castelo real.
O teatro de Gil Vicente não segue a lei das três unidades básicas do teatro clássico (Grego e Romano) ação, tempo, espaço.
A ideologia das obras vicentinas apresentam sempre o confronto entre a idade Média e o Renascimento ou Medievalismo (Teocentrismo versus antropocentrismo).

As obras de Gil Vicente podem ser divididas em três fases distintas:
1ª fase (1502/1508)
- Juan del Encima
- Temas Religiosos

2ª fase (1508/1515) - Problemas sociais Decorrentes da expansão marítima Destacando:
- "O Velho da Horta" (obra de cunho hedonta);
- "Auto da Índia".


3ª fase (1516/1536) - Maturidade artística
- "Farsa de Inês Pereira", que tem como tema é a educação feminina;
- "Trilogia das Barcas", uma critica social e religiosa.

A obra teatral de Gil Vicente pode ser didaticamente dividida em dois blocos:

Autos: peças teatrais de assunto religioso ou profano; sério ou cômico.
Os autos tinham a finalidade de divertir, de moralizar ou de difundir a fé cristã.
Os principais autos vicentinos são: Monólogo do Vaqueiro; Auto da Alma; Trilogia das Barcas (compreendendo: Auto da Barca do Inferno; Auto da Barca da Glória, Auto da Barca do purgatório); Auto da Feira, Auto da Índia e Auto da Mofina Mendes.

Farsas: são peças cômicas de um só ato, com enredo curto e poucas personagens, extraídas do cotidiano.
Destacam-se Farsa do Velho da Horta, Farsa de Inês Pereira e Quem tem Farelos?

A obra vicentina completa contém aproximadamente 44 peças (17 escritas em português, 11 em castelhano e 16 bilingües).



Fonte: http://www.mundocultural.com.br/literatura1/humanismo/gilvicente.html



Do mais, pessoal, a boa pedida é degustar um bom vinho verde, acompanhado de uma bacalhoada, aproveitando a Páscoa, que já tá aí.

Tudo de bom, muito chocolate, espinhas e calorias extras a todos.


:: Postado por Cida às 16h02
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ESCRITOR DA SEMANA

Ana Maria Machado

Nascida no Rio de Janeiro, em 1941, Ana Maria Machado lecionou Língua Portuguesa na Sorbone, França, até o início da década de 70. Foi estagiária na revista Elle, pesquisadora no Comité contre la Faim et pour le Développement, aluna da Ecole Pratique des Hautes Etudes, onde desenvolveu uma tese sob orientação do grande semiólogo francês Roland Barthes.

Na vida da escritora Ana Maria Machado, os números são sempre generosos. São 33 anos de carreira, mais de 100 livros publicados no Brasil e em mais de 17 países somando mais de dezoito milhões de exemplares vendidos. Os prêmios conquistados ao longo da carreira de escritora também são muitos, tantos que ela já perdeu a conta.

Ana começou a carreira como pintora. Estudou no Museu de Arte Moderna e fez exposições individuais e coletivas, enquanto fazia faculdade de Letras na Universidade Federal (depois de desistir do curso de Geografia). No final do ano de 1969, depois de ser presa e ter diversos amigos também detidos, Ana deixou o Brasil e partiu para o exílio. Na bagagem para a Europa, levava cópias de algumas histórias infantis que estava escrevendo, a convite da revista Recreio.

Nesse período, ela consegue participar de um seleto grupo de estudantes cujo mestre era Roland Barthes, e termina sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia sob a sua orientação. A tese resultou no livro "Recado do Nome", que trata da obra de Guimarães Rosa. Mesmo ocupada, Ana não parou de escrever as histórias infantis que vendia para a Editora Abril.

A volta ao Brasil veio no final de 1972, quando começou a trabalhar no Jornal do Brasil e na Rádio JB - ela foi chefe do setor de Radiojornalismo dessa rádio durante sete anos. Escondida por um pseudônimo, Ana ganhou o prêmio João de Barro por ter escrito o livro "História Meio ao Contrário", em 1977. O sucesso foi imenso, gerando muitos livros e prêmios em seguida. Dois anos depois, ela abriu a Livraria Malasartes com a idéia de ser um espaço para as crianças poderem ler e encontrar bons livros.

Em 2000, Ana ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da literatura infantil mundial. E em 2001, a Academia Brasileira de Letras lhe deu o maior prêmio literário nacional, o Machado de Assis, pelo conjunto da obra.

Em 2003, após quatro meses de uma campanha trabalhosa, Ana Maria teve a imensa honra de ser eleita para ocupar a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o Dr. Evandro Lins e Silva. Pela primeira vez, um autor com uma obra significativa para o público infantil havia sido escolhido para a Academia.

Fonte: http://www.anamariamachado.com/biografia/biografia.html e http://www.moderna.com.br/moderna/autores/biografia?id=460

:: Postado por ««Mär©iö»» às 14h37
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A última espera

 

Poema cheio de lamúria e dor

 

É teu sorriso triste

 

Teu nome, minha oração

 

Minha sentença e flagelação

 

Anjo vindo do poente

 

Para me buscar

 

Entrego - te meus pecados

 

Em troca de descanso

 

Beba comigo estes versos

 

Enquanto minha vida se despede

 

Amanhã já não será você

 

A conduzir - me pela madrugada

:: Postado por Cida às 11h03
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Dando seqüência à nossa 'empreitada' lingüística, vou fechar falando de semiótica, espero que os textos tenham “ clareado “ um pouquinho.

Beijos a todos.



ORIGEM DA SEMIÓTICA.
A Semiótica é uma ciência recente. Embora o projeto de construir uma "ciência dos signos" existisse desde os princípios do século XX, em Saussure e Peirce, pode dizer-se que o aparecimento efetivo dessa ciência se verifica apenas nos meados do século XX. No entanto, o estudo dos signos remonta às próprias origens do pensamento filosófico.
Assim, Todorov, que considera Stº Agostinho o primeiro dos semióticos, situa as origens da Semiótica ocidental nas "tradições particulares" da semântica, da lógica, da retórica e da hermenêutica antigas, sendo o Crátilo de Platão, que viveu nos séculos V/IV AC, o melhor testemunho dessa antiguidade da Semiótica. A consideração de Stº Agostinho como primeiro semiótico explica-se pelo fato de, segundo Todorov, ter sido aquele Padre da Igreja o primeiro a satisfazer os dois requisitos fundamentais implicados na noção de semiótica: ter como objetivo o conhecimento, a teoria; ter como objeto de estudo signos de espécies diferentes, e não exclusivamente os lingüísticos.
A Semiótica do século XX vai demarcar-se claramente dos estudos filosóficos dos signos em dois aspectos fundamentais:
a) Na definição do estatuto epistemológico dos estudos semióticos, do lugar destes no contexto mais geral dos estudos científicos. Esta preocupação é visível quer em Saussure (que enquadra a Semiologia, enquanto teoria geral dos signos, na Psicologia Social e esta, por sua vez, na Psicologia Geral, considerando, por outro lado, a Lingüística como parte da Semiologia), quer em Peirce (para quem a Semiótica, enquanto ciência dos signos, é uma ciência geral, uma espécie de "matemática universal" que engloba todas as outras ciências).
b) Na sistematização da semiótica, com a sua conseqüente subdivisão em disciplinas (nomeadamente, e a partir de Charles Morris, em Sintaxe, Semântica e Pragmática) e a sua compendiação escolar.
A moderna "ciência dos signos" tem origem em duas diferentes tradições, que podemos sintetizar em dois nomes: Semiologia (correspondente à tradição européia, iniciada por Saussure) e Semiótica (correspondente à tradição anglo-saxônica, iniciada por Peirce). Tendo o mesmo o radical (semeion, que se pode traduzir por "signo" ou "sinal"), as duas palavras traduzem, no entanto, duas maneiras diferentes de entender a "ciência dos signos".
A Semiologia aparece definida por Saussure, no Curso de Lingüística Geral (editado pela primeira vez em 1915), da seguinte forma: "Pode, portanto conceber-se uma ciência que estuda a vida dos signos no seio da vida social; ela constituiria uma parte da psicologia social e, por conseguinte, da psicologia geral; nós chamá-la-emos semiologia (do grego semeion, signo). Ela ensinar-nos-ia em que consistem os signos, que leis os regem. (...) A lingüística não é senão uma parte desta ciência geral (...)”.

:: Postado por ««Mär©iö»» às 13h27
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VALE A PENA LER DE NOVO

Comprar livros em feira é um bom negócio....

Quando dá, compro!

Livros antigos, atuais, gibis...toda qualidade de literatura por um bom preço. O difícil mesmo é escolher...isso leva horas.

Lá estava eu, entre novos e usados. Desfolhando as páginas, lendo sinopses, conhecendo autores, revendo os clássicos....me afogando num mar de letras.

Separei alguns e me faltaram mãos. O amontoado de gente dificultava ainda mais a escolha.

Machado, se já não tenho, compro de cara.

Estou mais para literatura brasileira e portuguesa, devido ao curso de letras. Entretanto Harold Hobbins é um bom autor e já me proporcionou grandes aventuras.... “pode embrulhar este!”.

Lembrei do pedido da minha sobrinha: “Tio, traz um livro pra mim”... e lá fui eu para a sessão infanto-juvenil. Confesso que fiquei meio perdido....o que levar?

Foi quando me deparei com BISA BIA, BISA BEL. Uma olhada rápida só para ter certeza que estava em bom estado....o sol de 38 graus no marcador pedia um água de coco. “Levo este também” .... ganhei um desconto por isso.

Agora a caminho de casa, sentado num banco de ônibus procurava no fundo da bolsa um livro para ler.... não podia perder tempo... e BIA veio à tona. Já na primeira página entre o desenho de uma fechadura, Bia me disse que ia contar-me um segredo. O que desperta uma curiosidade.... e então fui saber que segredo era esse.

É lógico que cheguei em casa sem o livro terminado e, entregar o presente, me faria adiar ainda mais o fim. Isso é que não! Disse a mim mesmo.

Entrementes a minha sobrinha já veio toda eufórica. Sei que não se deve fazer o que fiz...mas tive que adiar aquela entrega... “Esqueci”..disse simplesmente. “Mas amanhã iremos nós dois e você poderá escolher o livro que quiser e ainda te pago um sorvete” . Ela pareceu gostar da idéia e não se fala mais nisso.

 

BISA BIA, BISA BEL, de Ana Maria Machado, conta a história de uma menina de 10 anos. Um dia, em meio às arrumações da mãe, Bia encontra a foto da bisavó que nunca chegou a conhecer. No retrato acende a imaginação da menina que, a partir desse encontro afetivo, altera sua rotina. A bisavó passa a fazer parte do dia-a-dia de Bel que a leva, em retrato, para à escola, para os passeios e brincadeiras na rua. Tatuada no interior da menina, a "bivó" assume uma identidade própria e habita os pensamentos, as emoções e as recordações de antigamente que voltam ao presente em calorosos diálogos. Tecendo longas descobertas, os traços do passado e do presente vão se alternando como as batidas pendulares do tempo, ora caindo para o passado, ora voltando para o presente. E o tempo se mistura, se reúne, se embaralha na vida da jovem Isabel a recolher e confrontar experiências das duas épocas.

Em breve uma biografia sobre a autora...aguardem!

:: Postado por ««Mär©iö»» às 11h12
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Dose dupla

É engraçado a minha aparição neste espaço delicioso. Não costumo citar bibliografias, não presto homenagens, deixo os grandes nomes de lado. O dramaturgo Nelson Rodrigues, quando tinha seus textos criticados, taxados como “pobres”, dava a seguinte resposta: “Meus textos são pobres, sim, mas só eu sei o trabalho que é empobrece-los.”  Não quero e nem posso me comparar a Nelson, não posso com ele e com mais ninguém. Devo e posso me considerar diferente, isso já basta. Bem, deixa eu parar de enrolar e chegar onde quero. Nelson estava com a “razão”, por mais medíocre que sejam as nossas criações, somente nós (criadores) sabemos o trabalho que nos dá. Por este motivo, hoje, venho em dose dupla. Abraços.

 

 

Sentimentos de um colibri.

 

 

Na cadência do amor nasce uma flor.
Entre loucuras e devaneios peço-te beijos.
Se no horizonte vejo dor,
Nos raios de sol sinto calor.
No peito, o coração, bate por amor.

 

 

                                        Alex Galvão – 03/2005

 

 

Além da vida

 

 

Vive-se constantemente entre o céu e o inferno.
Diga-se, assim, então, metaforicamente.
São sentenças diferentes, sim, porem com a mesma significação.
Além da vida não há o bem e o mau.
Essas “designações” fazem parte do mundo material.
O espiritual, por sua vez, é elevado não se prende a teorias.
Não se permite tais “afirmações”.
Quando morrer, quero acesso livre.
Autonomia para circular no céu quando do inferno cansar.

 

 

                                                       Alex Galvão – 03/2005

:: Postado por Alex Luiz Galvão às 21h16
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Essa é para o pessoal que estuda lingüística e como nós do 3º período está arrancando os cabelos por causa de duas palavrinhas ( nem tão palavrinhas assim ), que com certeza irão nos acompanhar por mais algum tempo: Estruturalismo e Semiótica.

Sem pânico! Esses textos de apoio serão dividos em dois ( pra não ficar chato ). Vou começar pelo Estruturalismo... na boa !...



O termo Estruturalismo tem origem no Cours de linguistique générale de Ferdinand de Saussure (1916), que se propunha a aboradar qualquer língua como um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura
Ao procurarem definir métodos exatos de investigação que permitissem saber o que é que se podia efetivamente aceitar como um fato, ou seja ao tentarem tornar mais científicas as ciências humanas, os estruturalistas inspiraram-se na matemática e na linguística de Ferdinand Saussure para quem todos os sistemas de signos são linguísticos por natureza.
Os estrututalistas Levi-Strauss, Jacques Lacan, Althusser, Barthes foram buscar a idéia saussureana de que as unidades linguísticas (sons, palavras...) só ganham sentido numa rede de relações, ou seja, no contexto de uma linguagem, e aplicaram-na aos seus respectivos campos de investigação.
Segundo Lévi-Strauss, do mesmo modo que Saussure, as palavras e os sons (unidades linguísticas) só ganham sentido num sistema (no contexto de uma linguagem), também os fenômenos humanos (como o casamento, a proibição do incesto, os mitos, etc.) só ganham sentido dentro do sistema em que estão inseridos.
Um fenômeno (um mito, uma regra social, uma lei econômica, etc.) por si só não prova nada. O que prova é o sistema que o traz à luz e o organiza de forma inteligível.
Todos os fatos fundamentais da vida humana são relacionais e estruturais. Ou seja, só podem ser compreendidos se olharmos além dos simples fatos, para as relações que os constituem.
Estas relações (estruturas) podem estar escondidas mas os fenômenos que estão à vista derivam dessas estruturas escondidas.
Os Representantes do Estruturalismo europeu são: Ferdinand de Saussure, Émile Benveniste, Claude Lévi-Strauss, Jacques Lacan, Michel Foucault,  Jacques Derrida  Louis Althusser.

No Estruturalismo Americano, os nomes de maior vulto são: Leonard Bloomfield,   Edward Sapir , Zellig Harris e Charles F. Hockett




:: Postado por Cida às 17h00
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A Idéia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

Augusto dos Anjos

ESCRITOR DA SEMANA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério.

Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte").

Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.

Fonte: http://www.releituras.com/aanjos_menu.asp Foto:  www.olhodagua.com.br/ detalhes.php?sid=6468824

:: Postado por ««Mär©iö»» às 09h36
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Soneto da Omissão

 

Deixe – me te amar à distância

Para lembrar do que não vivi contigo

Deleitar o beijo que não te dei

E trancafiar meu desejo


Deixe meu silêncio gritar

Enquanto o som dos seus passos cresce

Disfarço o suor das minhas mãos

Enquanto meus poros transpiram você


Deixe – me baixar a cabeça

Desviar o assunto

Perguntar as horas


Deixa, que entre um verso e outro

Eu driblo a realidade

De não poder ter você.

:: Postado por Cida às 10h21
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Fé e razão na filosofia medieval - PARTE II

Nessa segunda parte , convido a todos a verem ( ou reverem ) um pouco do pensamento escolástico de Tomás de Aquino ...

Tomás de Aquino viveu intensamente os conflitos intelectuais, típicos de sua época, que opunha o conhecimento pela razão, a teologia à filosofia, a crença na revelação biblíca às investigações dos filósofos gregos.

Inserida no movimento escolástico, a filosofia de Tomás de Aquino (o tomismo) já nasceu com objetivos claros: não contrariar a fé. De fato, a finalidade de sua filosofia era organizar um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do cristianismo.

Assim, Tomás de Aquino reviveu em grande parte o pensamento aristotélico com a finalidade de buscar nele os elementos racionais que explicassem os principais aspectos da fé cristã.

Segundo Santo Tomás a razão pode provar a existência de Deus através de cinco vias, todas de índole realista: considera-se algum aspecto da realidade dada pelos sentidos como o efeito do qual se procura a causa.

A primeira fundamenta-se na constatação de que no universo existe movimento. Baseado em Aristóteles, Santo Tomás considera que todo o movimento tem uma causa.

A segunda via diz respeito à idéia de causa em geral. Todas as coisas ou são causas ou são efeitos, não se podendo conceber que alguma coisa seja causa de si mesma.

A terceira via refere-se aos conceitos de necessidade e possibilidade. Todos os seres estão em permanente transformação, alguns sendo gerados, outros se corrompendo e deixando de existir.

A quarta via tomista para provar a existência de Deus é de índole platônica e baseia-se nos graus hierárquicos de perfeição observados nas coisas.

A quinta via fundamenta-se na ordem das coisas.

A distinção real ou ontológica entre essência e existência possibilitou a Tomás de Aquino refutar racionalmente e rejeitar como heréticas certas concepções correntes, na época, sobre dogmas da encarnação de Cristo e da Trindade.

A harmonização, no plano social e político, entre poder temporal e poder espiritual seria análoga à que Santo Tomás procura estabelecer entre filosofia e teologia, entre RAZÃO E FÉ.

Desse modo, podemos verificar os responsáveis pelo resgate cristão das filosofias de Platão e Aristóteles, respectivamente, Agostinho e Tomás de Aquino.

:: Postado por Cida às 11h55
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