
Estamos Lendo: Os Lusíadas - Camões
Marcio: Devorador de letras
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Alex: Poeta marombeiro
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Um breve retorno.
Caríssimos amigos, gostaria de pedir desculpas pelo sumiço. Gostaria de dizer, também, que estou com uma pequena restrição de acessos a Internet. Sempre que puder estarei por aqui, abaixo está um texto meu, simples, mas que foi feito na terça de carnaval em meio a nostalgia que estava sentindo. Espero que gostem. Abraços.
O avesso
A solidão não me basta, um tufão, vem, devasta.
Um copo de amor, porção com calor.
Suor carnal, folia de carnaval.
Magia de sentimentos, ouço canções de Milton Nascimento.
Salto de felicidade e alegria, deixo de lado a melancolia.
Junto os pedaços da tristeza, jogo para alguém com avareza.
Vivi um sonho infame, preciso que alguém me chame.
Fiz várias considerações, vou viver varias paixões
Alex Galvão (2005)
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Alex Luiz Galvão
às
19h04
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A importância da Pontuação
O lance é o seguinte: Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do
padeiro nada dou aos pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação.
A quem deixava ele a fortuna?
Eram quatro concorrentes. Escolha um abaixo:
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: ......
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: ..........
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele: ........
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta
interpretação: ........
Não deixe essa furtuna cair em mãos erradas.... diverta-se e use a imaginação.
Assim é a vida.
Nós é que colocamos os pontos.
E isso faz a diferença.
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««Mär©iö»»
às
15h27
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Esse poema apresenta um certo teor de veneno, mas acho que todo mundo já se deparou pelo menos 1 vez com tipinhos assim... Cuspam após lê-lo. Viva você Viva você ! Muitos aplausos ! Pelo seu ingresso à roda dos idiotas Você que se delicia com comida passada para depois vomitar mesmices. Você que mal tenta caminhar e já tropeça em seus trapos remendados com tecido fino. Mas se ainda assim você se convence e se contenta com adulação de gente vazia e quer seguir com sua vida oca, Viva! Você.
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Cida
às
10h38
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" Se o mundo do futuro se abre para a imaginação, mas não nos pertence mais, o mundo do passado é aquele ao qual recorremos a nossas lembranças, podemos buscar refúgio dentro de nós mesmos, debruçar-nos sobre nós mesmos e nele reconstruir nossa identidade, um mundo que se formou e se revelou na série ininterrupta de nossos atos durante a vida, encadeados uns aos outros (...)
Cumpre-nos saber, porém, que o resíduo, ou o que logramos desencavar desse poço sem fundo, é apenas uma ínfima parcela da história de nossa vida. Nada de parar Devemos continuar a escavar! Cada vulto, gesto, palavra ou canção que parecia perdido para sempre, uma vez reencontrado,nos ajuda a sobreviver."
Autor Desconhecido
Se alguém souber o autor...por favor deixe o nome no comentário..li esse texto e não lembro onde.
Imgagem: Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/semybraga/cha.htm
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««Mär©iö»»
às
10h14
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TIPOS HUMANOS
LUIZ SOARES trocava o dia pela noite. Homem livre em todas as sua ações, não queria sujeitar-se às leis da sociedade impondo-lhe horários de dormir, de acordar, de comer. Era rico graças ao seu genitor – o velho morreu e deixou uma fortuna.
Com muito dinheiro no bolso, sua vida se resumia a grandes noitadas. Vivia rodeado de mulheres e “amigos” – só se for amigos de copo. Esbanjava, se exibia bêbedo e não se deu conta que só gastava. Dinheiro, sem investimento, não dura pra sempre. E deu no que deu: acabou ficando pobre. – bem previsível isso.
Sem dinheiro, precisava trabalhar - essa idéia, o deixava doente. Confessou, em uma das conversas com José Pires, que a pobreza já era meia morte – pensando em suicídio é? O amigo tenta consola-lo e o aconselha a procurar o seu tio. “Quem sabe, ele não lhe arruma um emprego”.
Abandonado pelos seus “amigos”, LUIS SOARES vai à casa de seu tio – Major Luiz da Cunha Villela- e consegue o emprego. Mas não era só isso.
Havia um certo interesse por parte de Luis Soares. Ele sabia que seu tio estava nas últimas e era rico.E sua missão era fazer de tudo para ganhar a estima do tio e constituir-se herdeiro da sua fortuna. “Custe o que custar”.
Seu tio, mesmo sabendo das “gastanças” do sobrinho, resolveu ajuda-lo e aceitou o sobrinho em sua casa, para o desespero de Adelaide.
ADELAIDE era prima de Luis Soares e vivia já algum tempo com seu tio, desde a morte do pai. A permanência de primo no mesmo teto, trouxe um amor antigo. “Ele parece outro”. O trabalho e a dedicação ao tio fizeram aflorar os sentimentos em Adelaide - Luiz Soares restava os olhares de Adelaide e se mostrou outra pessoa. - fingia bem, mas não esquecemo-nos do seu objetivo- de modo que ela não pode mais esconder do tio.
O que fazer então? – pensou o tio. Para não correr o risco de um mau entendido propôs casamento aos dois. Luis Soares, expõe ao tio que não amava Adelaide “Mas aceito casar-me com ela se é vontade do tio” – não era bobo nem nada, se ele recusasse iria comprometer a herança, pensem nisso.
Para surpresa de todos, até minha, apareceu por lá, um tal de Anselmo. Era amigo do pai de Adelaide, que também era falecido. – ô gente pra morrer... Ele traz uma carta - digamos meio bombástica.... E digo mais, era uma carta do falecido confiada ao amigo. “só poderás ler esse carta Anselmo, depois de 10 anos da minha morte” – sinistro não...mas vamos à ela.
Continua abaixo, não comente ainda.....
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««Mär©iö»»
às
18h16
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Cap II - A CARTA
A CARTA era tipo um testamento, só que lido depois de 10 anos. - ou seja, o velho morre, deixa a filha sem nada, confia a fortuna ao amigo e pede a ele que devolva a filha depois de 10 anos.... coisa de doido...
Então, para cumprir a palavra, ele deveria entregar a fortuna a Adelaide...mas com uma condição. “Só entregue a fortuna a Adelaide se ela se casar com o filho de minha irmã Luiza” . – por isso o velho esperou esse tempo todo. Queria que a filha dividisse a fortuna com o sobrinho “E se ela recusar se casar com ele Anselmo, a fortuna fica pra você” – palavras do velho..tudo registrado..Eita! que eu não mostrava essa carta nunquinha....mas a palavra de um homem, no tempo de Machado de Assis, valia muito mais....
E vocês não sabem da maior... sabe quem era o tal primo? Ele mesmo.. LUIZ SOARES.. tava com sorte o cabra...depois de ficar pobre, ia papar a prima e ficar rico. E agora ele se arrependeu de ter dito ao tio que não amava a puella.. e de ter rejeitado seu olhares...tratou logo de se mostrar apaixonado...começou a fazer declarações de amor, sempre querendo agradar. Mas a moça era esperta. Abriu os olhos e notou a mudança repentina do rapaz e o seu verdadeiro interesse. O que ela fez? Pasmem... rejeitou o casamento, conseqüentemente a fortuna do pai e ainda “fez a caveira” do primo.
Quem ficou rico foi o amigo Anselmo – devia está com um sorriso como...imaginem uma cara de felicidade...Essa mesma!
Anselmo – o mais novo rico da praça – convida o amigo Major para uma viajem à Europa – queria esbanjar...não, acho que foi mais por gratidão – E disse que não queria ficar com a fortuna pois ela pertencia a Adelaide – outra coisa que me deixou surpreso.. Eu também acho que essa carta póstuma não fazia menor sentido e Anselmo fez a coisa certa: Estendeu o convite a Adelaide – não sei se foi por interesse...quem sabe? Era mais velho, ela podia ser sua filha.....mas e daí?
Luiz Soares ouvindo a conversa pensou que também iria com a família para Europa. “Quanto tempo não visito a Europa....” – cara de pau, não..pois teve uma tremenda decepção: todos partiram sem ele.
Abandonado, pobre, tendo por única perspectiva o trabalho – que ele odiava – sem esperanças no futuro e além do mais humilhado e ferido em seu amor próprio, SOARES tomou a triste resolução dos covardes: O Suicídio.
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««Mär©iö»»
às
18h15
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Mudando de assunto...

A minha intenção é de que o texto abaixo ( dividido em duas partes , para não cansar ), seja proveitoso tanto como material de apoio para nós do terceiro período, como a galera que freqüenta o Letrados e se liga no assunto.
Fé e razão na filosofia medieval - PARTE I
O período medieval não foi a "Idade das Trevas", como se acreditava. A filosofia clássica sobrevive, confinada nos mosteiros religiosos. Sob a influência da Igreja, as especulações se concentram em questões filosófico-teológicas, tentando conciliar a fé e a razão. E é nesse esforço que Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino trazem à luz reflexões fundamentais para a história do pensamento cristão.
Agostinho sentiu-se despertado para a filosofia pela leitura de Cícero. Posteriormente, deixou-se influenciar pelo maniqueísmo, seita persa que afirmava ser o universo dominado por dois grandes princípios opostos, o bem e o mal, mantendo uma incessante luta entre si. Mais tarde, já insatisfeito como o maniqueísmo entrou em contato com o neoplatonismo (movimento filosófico do período greco-romano desenvolvido por pensadores inspirados em Platão), que, na época, tinha como característica o ceticismo.
Do ceticismo ficou a permanente desconfiança nos dados dos sentidos, isto é, no conhecimento sensorial, conhecimento que nos apresenta uma multidão de seres mutáveis, flutuantes e transitórios.
Do neoplatonismo, Agostinho assimilou a concepção de que a verdade, como conhecimento eterno, deveria ser buscada intelectualmente no mundo as idéias.
Com o cristianismo, defendeu a via do autoconhecimento, o caminho da interioridade, como instrumento legítimo para a busca da verdade. Somente o íntimo de nossa alma, iluminada por Deus poderia atingir a verdade das coisas. Provoca, com isso, a submissão do espírito à matéria, equivalente à subordinação do eterno ao transitório, da essência à aparência.
Assim, a teoria agostiniana estabelece que todo conhecimento verdadeiro é o resultado de um processo de iluminação divina, que possibilita ao homem contemplar as idéias, arquétipos eternos de toda a realidade. Nesse tipo de conhecimento a própria luz divina não é vista, mas serve apenas para iluminar as idéias. Um outro tipo seria aquele no qual o homem contempla a luz divina, olhando o próprio sol: a experiência mística.
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Cida
às
10h29
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Luxúria
Desejei não tocar tua pele
Para não ferir minhas mãos
Apenas sonhei com teu gosto
E já feri minha boca
Criança perversa
Instinto voraz
Mergulhei em teus olhos
me aprisionei
Sob as luzes das velas
Desenhei o teu corpo
Com gotas de vinho
Tingi teu vestido
Toda a minha devoção
Lançada ao fogo de tua luxúria
Profanado entre seus lábios
Consumindo minha carne
A noite acabou
E ela partiu em meio à penumbra
Levando consigo minha juventude
Trancando meu sorriso para todo o sempre
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Cida
às
10h56
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O MITO DA CAVERNA
Conta o mito que eles viviam na caverna desde a tenra idade. Tinham suas pernas e o pescoço amarrados por correntes de tal modo, que não podiam mudar de posição. Em seus olhos, o único foco era o fundo da caverna onde havia uma parede.
A caverna tinha sua entrada aberta para luz, mas pouco iluminava aqueles homens súditos.
Em frente à caverna havia um muro. Era pequeno, da altura de um homem e por trás desse muro, se moviam homens carregando sobre seus ombros estátuas trabalhadas em pedra e madeira, representando os mais diversos tipos de coisas.
A luz do sol, refletida sobre os objetos, projetava imagens na parede da caverna. Junto com o eco de vozes humanas.
Para os prisioneiros, as imagens eram sombras do desconhecido mundo, onde o sol brilhava. Por nunca terem visto outra coisa, acreditavam que aquelas sombras eram cópias imperfeitas de objetos reais. A única realidade. O eco então, nada mais seria do que os sons reais das vozes emitidas pelas sombras.
Imagens distorcidas, sem cor, sem vida, confundiram aqueles homens durante muito tempo. Nada mais conheciam, a não ser aquele mundo de sombra e escuridão.
Entre eles, havia um jovem que não suportaria nem mais um dia naquela situãção. Acreditava piamente no mundo real e planejava, contra a vontade de todos, a sua libertação. Os mais antigos o repudiavam. Tinham medo de enfrentar uma outra realidade, um outro mundo e tentavam convence-lo a desistir de seus planos.
Mas ele não se deixou abater e por um esforço, seus músculos entrevados foram tomando vida, os ossos secos revigoraram e suas juntas se fortaleceram. As correntes se desprenderam do seu corpo e o jovem agora se vira para luz. Sentindo-se tonto, tropeçando nas próprias pernas deu seus primeiros passos em direção à entrada da caverna. A luz do sol aos poucos iluminavam o corpo cadavérico. Os raios rasgavam-lhe a epiderme penetrando na alma, nutrindo seu sangue de energia e vigor.
Seus olhos por vezes não suportavam à claridade e os mantinham fechados por alguns instantes....aos poucos...e..lentamente....abria e via......
As estatuetas se moviam sobre o muro... não entendia... formulava várias hipóteses a respeito do que via. Eram mais belas que as sombras, tinham mais cores...mas, o que seriam? Por um espaço de tempo, não se sabe quanto, esteve ali, inerte. Comparando os objetos; supondo ser o que nas sombras via. Mas isso não era tudo....queria ir mais longe...atravessar o muro.
Até que um “passante” lhe estende a mão do outro lado do muro. Era um convite para transpor a barreira do seu intelecto. Estava a um passo do conhecimento do belo e do bem. E assim foi...
Continua abaixo....não comente ainda
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
06h50
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Agora via as coisas em si mesmas. Maravilhou-se com a luz do sol refletida em todos os objetos e pessoas. Compreendeu, então, que esta e, somente esta, seria a realidade; e que, o sol, seria a causa de todas as outras existirem. Estava ali o princípio da vida. A gênesis da espécie e o seu criador. Chegou ao mais alto nível de esclarecimento, estava iluminado. Sem sombras.....de dúvidas. Saíra da escravidão, da realidade das sombras para o mundo das idéias, do conhecimento do belo e do bom.
Entretanto, entristeceu o seu coração profundamente. A lembrança dos seus companheiros lhe arrancou de súbito a alegria nova, repentina. Como poderia deixa-los na escuridão do mundo das sombras? Na obscura ignorância acerca das últimas coisas? E por amor voltou....
A fim de libertar seus irmãos do jugo e dos grilhões que os prendiam.
Mas foi desprezado e tratado como louco. A realidade das sombras já estava impregnada como uma estaca fincada no coração daqueles homens, sentenciando seu fim. E não lhe deram ouvidos. Voltou para os seus e os seus o desprezaram, expulsaram.
Acreditavam que ele não mais se adaptaria a realidade que para eles, era a única verdade. Seus olhos estavam vendados, cegados. Jamais veriam a luz. Jamais veriam o sol e os detalhes das coisas belas. O encantamento das cores. O medo do desconhecido era maior, a fraqueza de enfrentar a realidade os mantinham estagnados.
Sendo assim, o jovem seguiu seu caminho. Descobrindo coisas e se adaptando a elas. Não existia medo nem culpa. Vivendo o melhor da vida apenas..... enfrentando o sol...sempre a frente das sombras.
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
06h45
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Turista assaltando Turista
Polícia prende angolano acusado de tentar roubar turista no Rio (Folha Online)
É, parece que nem todo turista que vem ao Rio, vem com a intenção de pular o carnaval e curtir as escolas de samba no sambódromo. Como se não bastasse a fama que levamos "cidade perigosa" , um turista resolveu se fantasiar de ladrão e sair por ae assaltando. Essa, aquele repórter americano metido a besta tinha que ler...adora falar mau do Rio. A última dele foi publicar fotos de mulheres "fofinhas" nas praia de copacabana dizendo que as mulheres daqui já não são as mesmas....enganou-se completamente... as mulheres fotografadas eram turistas... e mesmo se fosse cariocas, qual o problema? Não precisa ser magrela pra ser bonita....coisa de gente que não tem o que falar. Mas o nosso Rio continua lindo. Violência tem em todo lugar e nessa o angolano se deu mal. "O angolano Lando Daniel André, 18, foi preso em flagrante na noite de domingo sob acusação de tentar roubar o turista holandês Richard Guerard, 32, enquanto ele seguia, em um táxi, para assistir o 1º dia dos desfiles do Grupo Especial do Rio.
O táxi onde Guerard estava foi parado por um grupo de homens armados na rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido (zona norte do Rio), pouco depois da meia-noite. Um deles disparou contra o turista, que foi atingido na perna e socorrido no Hospital Souza Aguiar, onde está internado. Nada foi levado.
Segundo informações da Deat (Delegacia de Atendimento ao Turista), onde o caso foi registrado, acredita-se que ao menos outras duas pessoas também tenham participado da ação"
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
08h14
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Por Marcio Duarte
No trem, o pobre coitado suava frio. Só vendo. Lívido, olho fundo de quem não dormiu bem e no rosto a aflição estampada. Se chegasse mais perto era bem capaz de sentir o bafo. Cilézio ia chegar mais uma vez atrasado ao trabalho e já imaginava a cara do Ubirajara - um supervisor daqueles que assusta só de olhar. Sorriso era o tipo de coisa que não brotava naqueles lábios escondidos entre o bigode. Vivia para trabalho e não admitia que nenhum de seus funcionários faltasse ou se atrasasse, isso é que não.
“Quê que eu vou dizer?” – pensava Cilézio. Já era reincidente e seria bom inventar uma desculpa logo. Dizer a verdade isso jamais. Não seria mais uma vez o motivo de galhofa para os companheiros. Podia muito bem adoecer uma filha – com esse tempo maluco de sol e de chuva, podia dar certo. Um apagão geral – acontece sempre – ou quem sabe, uma dor de barriga daquelas que parece que não vai sobrar nada dentro de você; Poderia matar a sogra – “até que não seria má idéia” – mas e se pedir atestado?
Lembrou que uma vez essa história de enterro quase deu em demissão quanto “matou” seu tio-avô. Disse que morreu de infarto fulminante. “Foi de repente... tava lá jogando baralho, o véio e, do nada, caiu ali mesmo, sobre as cartas” – Era tão realista narrando que podia ver uma lágrima forçada cristalizar-lhe os olhos.
Estava ficando entediado. As idéias mirabolantes pareciam ter se perdido entre seus pensamentos. Nem parecia o velho Cilézio de antes. Terá sido a derrota de ontem? Começava uma desculpa e não terminava...se atropelava nas palavras..coisas incoerentes e sem nexo... “Essa não ta legal, o cara é esperto, vai perceber logo” – desistia.
A cada estação o desespero aumentava. Volvia os olhos buscando inspiração entre os passageiros e, nada. Não tinha como provar aquele vacilo. “Pensou em doar sangue, mas foi barrado da última vez – “ doou semana passada, senhor. Impossível” – foi o que ouviu da atendente. Estava agora num branco total...o corpo pesado, numa mistura de sono e cansaço. Mas foi despertado quando ouviu atrás de si um comentário: “Mataram pai e filho ontem no Maracanã”. –Virou-se . O homem baixo e careca lia o jornal. “O que foi que o sr. Disse?” . “To dizendo, rapá, mataram pai e filho no Maracá ontem”. O homem com um sorriso debochado emendou: “Framengo e Fruminense”... e deu uma risadinha.
Tava ser referindo a derrota dos dois times ontem no Maracanã. Rodada dupla. Primeiro o vexame do flamengo e depois a vez do Fluminense . “Timinho esse, né não? Continua na lanterna e agora eliminado da Taça Guanabara.”.
Cilézio, como todo rubro-negro doente, não suportava ouvir aquilo: "timininho". O sangue lhe subia rapidamente. Já estava a ponto de explodir.
Continua abaixo... Não comente ainda....
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
08h39
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Era dura a realidade. Cilézio refletiu sobre as últimas 24 horas: “Vou pro maracanã, torço com todas as forças pelo timão de coração - tava até rouco de tanta gritar - corro risco de perder meu emprego e agora um cidadãozinho baixinho e careca chama meu time de timinho? Ah! Isso não! E partiu pro ataque. “Koé careca, ta querendo dizer o que com isso? Não vem não que hoje eu não to legal. – disse levantando a sobrancelha do olho esquerdo. O baixinho retrucou. “I ae, já vi tudo. Tu deve ser um rubro-negro sofredor. Foi mal cara, mas é a pura verdade. Framengo é um timinho de merda!
Antes mesmo de completar a frase Cilézio já tava em cima dele. Descarregou toda a sua raiva e não teve quem acudisse. Precisava ver a covardia.
Se os seguranças demorassem mais um pouquinho eu não sei o que seria do careca. Mas quem manda mexer com quem ta quieto.
O que sucedeu dali em diante foi uma série de xingamentos e desaforos. E nessa hora todo mundo lembra de xingar a mãe do outro. Foi um aglomerado de gente tentando apartar. Mas não teve jeito. Os dois foram parar na 5ª DP, no centro.
Cilézio, foi para a Sala do Delegado e o careca, sem conhecimento algum de leis, foi encaminhado ao hospital Souza Aguiar. O delegado era um velho conhecido do agressor e já sabia que ia livrar o amigo de mais uma. “gente nossa” – dizia ele. “Só pra cumprir as formalidades preencha isso aqui e põe o motivo da ocorrência. . Uma cópia fica contigo” - disse o delegado.
Cilézio não pensou duas vezes. Preencheu tudo rapidinho. Já passava das 10 e lembrou do trabalho e da desculpa que precisava inventar. Fez uma ligação.
- Alô?
- Supervisão de Obras, Ubirajara falando.
- Ô, seu Ubirajara, bom dia. Aki é o Cilézio.
- Qual a desculpa dessa vez? – Curto e gosso.
- Estou na Delegacia. Na 5ª DP.... vou chegar atrasado....
- Delegacia? O que houve?
- Fui assaltado!
Marcio Duarte é estudante do 3º período de Letras no Rio de Janeiro
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
08h36
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