
Estamos Lendo: Os Lusíadas - Camões
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Cantando e ouvindo letras...
Às vezes escutamos músicas o dia todo sem nos ligarmos nas letras, mas num dia desses ouvia Maria Rita cantando “Pagu”. Estava com tempo e coloquei a música para repetir uma três vezes, para prestar atenção. Percebi aí uma letra maravilhosamente escrachada e impagável, que usa a imagem da Musa dos Modernistas e representa bem o pensamento feminino ( ou pelo menos como ele deveria ser).
Bem, se ainda não sacaram o meu propósito, este é fruto de um insight doido que só quem me conhece de perto sabe como se dá:
Cacete! Acho que isso é legal! Se você tem alguma letra e queira comentar sobre, fique à vontade. Isso 'vai dar samba', ( ou rock, reggae, bossa...)
Para quem não conhece Pagu, olha ela aí:
Pagu
Composição: R. Lee E Z. Duncan
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratátátá
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratátátá
Pra não boiar...
Patrícia Galvão, como é mais conhecida, nasceu em 9 de junho de 1910, em São João da Boa Vista. Era a terceira filha de Adécia e Thier Galvão França, trazendo nas veias o sangue dos imigrantes alemães e dos quatrocentões de São Paulo. Seus talentos começaram a aflorar cedo, praticamente aos doze anos, em 1922, época do grande marco cultural brasileiro, a Semana da Arte Moderna do movimento modernista, que protestava contra o domínio cultural e artístico estrangeiro, principalmente europeu que se alastrava no Brasil.
Admiradora do movimento, Patrícia começou a escrever, e com apenas 15 anos foi trabalhar no jornal "Brás Jornal", de São Paulo, com o pseudônimo de "Pathy". Mas foi seu amigo e poeta Raul Bopp, pensando que seu nome fosse Patrícia Goulart, acabou inventando o apelido Pagu, nome que marcou para sempre.
Desde que viu Pagu, Oswald não conseguiu tirá-la de seus pensamentos. Acabou apaixonado por essa jovem de 18 anos, corajosa, cheia de idéias vanguardistas e de uma beleza intrigante. Foi correspondido e começou a achá-la o "mais autêntico símbolo feminino da ousadia e inconformismo artístico e cultural de seu tempo".
No início de 1930, já separado de Tarsila, Oswald e Pagu se casam, numa cerimônia um pouco esquisita. O acontecimento foi simbólico, realizado num cemitério, o da Consolação, em São Paulo, na Rua 17, nº 17. Só mais tarde, eles se retrataram na igreja.
Já em 31, Pagu e seu marido se alistam na militância do Partido Comunista e nesta fase editam o jornal esquerdista "O homem do povo". No periódico, ela assinava a coluna feminista "A mulher do povo", com ilustrações, cartuns e até histórias em quadrinhos, revelando e ao mesmo tempo instruindo a mulher brasileira. Pagu queria através de seu trabalho, impulsionar a mulher à luta, ao trabalho, ao mundo... E pensando nele e nos mais necessitados que lançou o romance "Parque Industrial", obra que reflete sua solidariedade com o proletariado e ao comunismo como recurso salvador.
Ainda em 31, como militante política, Pagu participa do comício dos estivadores em Santos e acaba sendo presa. Quando liberada, o PC, o partido que ela tanto lutava e amava, a obriga declarar-se "uma agitadora individual, sensacionalista e inexperiente.
Fonte: http://www.internewwws.eti.br/materias/mt980310.shtml
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Cida
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ESCRITOR DA SEMANA
STÉPHANE MALLARMÉ

Cântico de São João
O sol que se exalta
Irreal, lá no alto
Em breve redescende
Incandescente
Eu sinto na medula
A serpente escura
Qual é sua pulsão?
— A união
E a cabeça vazia
Solitária vigia
No vôo triunfal
Da foice fatal
Como franca ruptura
Logo calca, fratura
O antigo desacordo
Com o corpo
Ébrio, mas de jejum
Prossegue em algum
Louco barco a vogar
Seu puro olhar
À fria, erma morada
Eterna não agrada
Que eu possa vencê-los
Todos oh gelos
Saúdo a infinita
Áurea flama da vida
Num batismo de luz
Torno-me luz
Stéphane Mallarmé, poeta simbolista francês (1842-1898). Poeta capital da modernidade, publicou um único livro de versos, Poesias, além da prosa poética Igitur, da peça em versos Herodíades e de um volume com textos em prosa, Divagações. Seus poemas estão entre as obras líricas mais densas da literatura francesa, destacando-se composições como Brisa Marinha, Brinde e A Tarde de Verão de um Faunoe, que inspirou a peça sinfônica de Débussy. O poema Um Lance de Dados Jamais Abolirá o Acaso, com sua disposição espacial das linhas na página, em diferentes fontes e corpos de letra, é considerada obra precursora da poesia concreta. Buscando incorporar o acaso à construção da obra de arte, idealizou um livro inacabado, interativo e aleatório, que se aproxima do funcionamento dos atuais jogos eletrônicos. Seu pensamento poético tem exercido influência em diversos artistas contemporâneos, como os compositores Pierre Boulez e John Cage.
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Cida
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09h20
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SEJA UM IDIOTA
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”.
Arnaldo Jabor
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««Mär©iö»»
às
08h08
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Alô família, blz?
Tenho uma notícia questão de repassar a vocês..até porque pode render uma grana. É sobre o cadastramento para monitor universitário do programa “Sucesso Escolar” ....um reforço para as escolas do Rio. É só entrar no sit www.see.rj.gov.br e se cadastrar.
Estréia hoje no blog “Curiosidades Literárias”. Algumas coisas que descobrimos sobre nossos escritores. Vale a pena conferir!
Recebemos do Bozzzz um material ótimo sobre o poeta piauiense MARIO FAUSTINO. Estamos preparando um post sobre a obra dele. Aguardem!
ESTRÉIA: Curiosidades Literárias
Esaa você não sabia: ALUÍZIO AZEVEDO tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.
JOSÉ LINS DO REGO era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.
GRACILIANO RAMOS era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.
E tem muito mais!!! Até a próxima!
Não deixem ler a poesia de hoje no Letrados Prosa e Verso. Para ler "Clique aqui!"
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««Mär©iö»»
às
14h17
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Luís de Camões

Luís Vaz de Camões presume-se tenha nascido em Lisboa por volta de 1524, de uma família do Norte (Chaves). Viveu algum tempo em Coimbra onde, segundo consta, freqüentou aulas de Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz onde tinha um tio padre. Regressou a Lisboa, levando aí uma vida de boemia. Em 1553, depois de ter sido preso devido a uma briga, parte para a Índia. Fixou-se na cidade de Goa onde escreveu, de acordo com seus estudiosos, grande parte da sua obra. Regressa a Portugal em 1569, pobre e doente, conseguindo publicar Os Lusíadas em 1572 graças à influência de alguns amigos junto do rei D. Sebastião. Faleceu em Lisboa no dia 10 de junho de 1580. É considerado o maior poeta português, situando-se a sua obra entre o Classicismo e o Maneirismo. Obras: "Os Lusíadas" (1572), "Rimas" (1595), "El-Rei Seleuco" (1587), "Auto de Filodemo" (1587) e "Anfitriões" (1587).
Fonte: http://www.releituras.com/luisdecamoes_menu.asp
Fica o abaixo um de seus sonetos, o de nº 27, só para despertar nosso apetite em saborear versos tão deliciosos...
Quando o Sol encoberto vai mostrando
Ao mundo a luz quieta e duvidosa,
Ao longo de uma praia deleitosa,
Vou na minha inimiga imaginando.
Aqui a vi os cabelos concertando,
Ali co'a mão na face, tão fermosa,
Aqui falando alegre, ali cuidosa,
Agora estando queda, agora andando.
Aqui esteve sentada, ali me viu,
Erguendo aqueles olhos tão isentos;
Aqui movida um pouco, ali segura;
Aqui se entristeceu, ali se riu.
Enfim, nestes cansados pensamentos
Passo esta vida vã, que sempre dura
E para ler o poema de hoje "Cântico dos Amores", da Paula Alessandra, clique aqui!
Uma ótima semana a todos!
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Cida
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13h46
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Metamorfoses
A natureza se enfureceu ontem. O vento derrubou muros e árvores, destelhou casas. A chuva sem trégua inundou a cidade. Enchendo ruas, parando o trânsito, atrasando minha chegada ao trabalho. Os trens parados, estações inundadas e eu alheio a tudo. O que fazer, se não esperar...Estava em outro mundo, em uma outra história e torcia para que demorasse um pouco mais. Estava todo dentro da história, metamorfoseado junto com Gregor Samsa. Acompanhando cada minuto de sua vida de barata. Longe de todos, sozinho no meu canto, abstraindo cada sentimento daquele livro de bolso. Eu era como uma barata roendo cada página.
Lendo: A Metamoforse de Franz Kafka
Atenção para as novidades: Hoje tem um poema da Rosa "O canto" para ler CLIQUE AQUI! e um recadinho do Professor Jorge Neres:
"Atenção todos! A partir de 30/04, além de diversas Oficinas, estaremos oferecendo vários Cursos de Extensão (consultem página da Estácio), voltados para língua, literatura, linguagens. Oportunidade ímpar de aperfeiçoamento acadêmico, além do prazer estético de lidar com as boas coisas da vida. Cada curso terá duração de 16 horas, ao valor de 16 reais por curso. Ou seja, R$1,00 por aula (desculpem,"Garotinhos", sem querer te imitamos, mas Deus há de nos perdoar!). Aproveitem e divulguem: é uma ótima. Fraternalmente. Jorge Paulo Neres"
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««Mär©iö»»
às
11h08
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|
Nascimento: Natural: Morte: |
Depoimentos: Tá aí um cara que gostaria de trocar uma idéia... tenho a coleção completa de suas obras. Ainda, infelizmente, não li tudo. Ele tinha o dom de sintetizar idéias, de passar o máximo de sensações e imagens com o mínimo de palavras e sem floreios e arabescos no texto. Era um anti-prolixo e com uma simplicidade erudita, clara, inteligente. Valeu a lembrança! Grande abraço, Ragazzo. HTTP://RAGAZZODIFAMIGLIA.ZIP.NET bozzzzzzzzzzz][roberto.bozzetti Bruno Uchoa][textando.zip.net] Camila Michel Seadini][www.calatemundo.zip.net] Paulo][tiunanet.zip.net] E VOCÊ? O QUE ACHA SOBRE A OBRA DE MACHADO DE ASSIS? COMENTE! Bom pessoal as coisas mudaram um pouco por aqui. Depois do Sarau de Poesia, na sexta-feira (leia o post abaixo) recebemos algumas poesias de autoria dos alunos. Decidimos abrir um espaço para postar. Todo dia teremos uma poesia lá. Entre e acesse. O letrados em prosa e verso. Abraçols a todos! E não deixe de ler hoje o poema da Cida ““Face a face com o grotesco”. Para ler Click aqui! |
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««Mär©iö»»
às
10h50
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Letrados no SARAU DE POESIA
Aconteceu ontem, no auditório do Campus, nosso primeiro SARAU DE POESIA. ![]()
Uma iniciativa bacana do coordenador do Curso e seu representante, o inconfundível Jorge Neres, que dirigiu a Saraivada de leituras.
Foi legal ver a galera do curso de letras encher o auditório. Estavam presentes mais de 100 pessoas. (com erros para mais ou para menos). Alunos de todos os períodos atentos aos trabalhos dos colegas, que após as leituras foram aplaudidos. Alguns ainda tímidos, meio sem jeito, foram aos poucos vencendo o nervosismo e mandaram bem. A qualidade dos trabalhos nos surpreendeu. O que vimos foi uma revelação de Talentos. Verdadeiros poetas e poetisas se descobrindo. Méritos a todos!
Os estilos se diversificavam. Teve de tudo um pouco: poesias de amor, de sofrimento, solidão, quase erótica (acho que o povo tava meio inibido), os mais assanhados confundiram o eu lírico da poesia com a leitora, aliás belas leitoras. Teve uma que recebeu a alcunha de Misss (estilo Graziela – só faltou o sotaque). Ela não só leu os poemas do Alex como interpretou – aquele grito será inesquecível (“O Grito” de Alex Galvão). Uma bela composição que pode ser lida nos arquivos deste blog. Alex é um dos que escrevem neste espaço (ta meio sumido, eu sei, mas depois de ontem isso vai mudar).
Quem também deu um show foi a Cida. Tava meio nervosa com aquela gente toda, mas se saiu bem. É difícil ler uma composição nossa em público, reconheço. Meus parabéns também ao nosso colega Aarão que descontraiu a todos com "O quarto indesejável" . Um poesia curta, bem escrita e nos proporcionou algumas risadas.
Grande abraço!
Por fim, tivemos uma participação mais efetiva neste Sarau por conta da apresentação do BLOG LETRADOS. Eu havia preparado algumas coisas para ler, mas na hora deu branco. Nosso objetivo é que todos conheçam este espaço e contribuam com seus textos.Acredito que tenha falado um pouco sobre isso. As fotos estarão aqui em breve.
Quero parabenizar a todos que participaram; Alguns não conheço não conheço de nome e espero que este blog sirva para estreitar os nosso laços de amizade. Ao coordendor do curso pelo incentivo, ao professor Jorge pela criação do Núcleo dos Escritores (estaremos falando desse assunto em outra ocasião). Aos novos poetas que surgem, enfim, a essa Arte Poética que nos sensibiliza, emociona. Que venha o próximo!
Para ler as poesias dos alunos clik aqui!
Poesia: é a forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocício. Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobretudo emoções. (apenas um dos conceitos de poesia)
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««Mär©iö»»
às
12h00
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AMOR ALÉM DA VIDA (?!)

Mais de meio século de harmonia total naquele casamento.
Daí ele morre e, não demora muito, ela também vai para o céu.
Lá, ela encontra o marido e corre até ele:
Queriiiiidoooooo! Que bom te reencontrar.
Ele já corta em seguida:
- Não vem não! O trato foi : "ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE"........ VAZA !!!!
Esta é a nossa singela homenagem ao dia do Beijo, esse povo não tem mais o que inventar...
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Cida
às
13h28
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QUEM TEM MEDO DE PROVA?
Não se trata de um Big Brother, aliás nós merecemos muito mais ser chamados de 'heróis' do que aqueles inúteis, depois de enfrentarmos os dois “bichos-papões” de ontem. O primeiro, horrendo, nefasto, chamado Estruturalismo, incubado na prova de Teoria da Literatura III ( olhem só a cara dele ).

O segundo, um pouco mais simpático ( vide ao lado ),
chamado Filosofia da Educação, que carrega em suas entranhas outros dois monstrinhos, numa relação de simbiose, Poesia e Virtude ( ambas no sentido arcaico da palavra).
Saí ontem com a sensação de cérebro moído, a ponto de dar câimbra, face à complexidade de ambos os assuntos. Por mais que eu escrevesse, ficava sempre a sensação de que escrevi pouco. Arrisco-me até a dizer que são assuntos que não se fecham. Sempre haverá algo a acrescentar a respeito deles.
É galera, ainda temos Lingüística II e Literatura Portuguesa I. Boa sorte a todos, mas não contem só com ela. Estudem, pois quero encontrar todo mundo no próximo período. Aliás, quero estar lá para encontrar tudo mundo!
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Cida
às
09h22
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São seis horas da manha. Trem lotado. Pessoas comuns de diferentes classes sociais indo enfrentar mais um dia de trabalho. Alguns, sonolentos, cambaleavam tentando resistir ao sono. Os “privilegiados” estavam sentados. Talvez disputou com empurrões, pernadas e braçadas aquele “sagrado” lugar. Esses tentavam dormir um pouquinho para compensar as horas de sono que não tiveram. Dormi tarde e acordar cedo é com certeza a sina da maioria.
De repente aquela fumacinha. Para os adeptos uma dádiva, mas para João da Silva, indignação! Enquanto olhava passivamente aquela falta de respeito fez uma reflexão:
Será que não temos o direito a uma viagem tranqüila? Todo cidadão tem o direito de ir e vir...mas sem cheiro de maconha, por favor! Isso porque não legalizaram a maconha no Brasil, mas quem se importa? Tão cagando pra leis. Antigamente não se via isso assim: publicamente. Procuravam um local reservado para puxar um bagulho. Eu mesmo já deu umas tragadas..mas não era tão impulsivo e descontrolado para chegar a tanto. Meu Deus do céu...isso é uma condução! Cadê os seguranças dessa joça?
João viu uma mulher grávida sentada no mesmo vagão e aquilo o preocupou ainda mais...
Além de todos os problemas que toda gestante tem, não é admissível que seja passional a isso. Talvez a pobre esteja indo ao trabalho, ou quem sabe para uma consulta de rotina. Esses caras não sabem como ela passou a noite e não se importam. Se dormiu bem ou se teve enjôos. A verdade é que ela está aqui, diante desses viciados compulsivos e descarados. Se eu tivesse armado como nos velhos tempos, mandava todos saltarem do trem em movimento. Filhos da p..... Mas larguei essa vida, graças a Deus!
A cada estação, o vagão ficava mais cheio e alguns entravam mal intencionados. Deviam conhecer a fama do “VAGÃO DO BAGULHÃO”. Em algumas estações havia seguranças mas nem sequer inspecionaram os vagões. Os incomodados que se mudem. E mesmo indignado, não achando justo, João da Silva foi em busca de um ar mais puro, pensando naquela pobre grávida. Passou do primeiro ao terceiro vagão e deu de cara com a Igreja Do Trem. Isso mesmo! Igreja do trem. Um grupo de evangélicos que fazem cultos diariamente em vários horários. Pela manhã e quando de volta do trabalho, à tarde. Mesmo simpatizante da religião, João não achava correto toda aquela gritaria e cantoria. Tem lugar pra tudo. E muito trabalhador cansado queria dormir um pouco, outros queriam ler...e com gente gritando no seu ouvido não dá...... E foi aí que João da Silva teve a idéia:
Um trem com vagões separados...é isso! To parecendo até um gênio maluco, desses criam engenhocas bem estranhas. Mas essa não me parece uma má idéia. Imaginem um trem com vários vagões personalizados. Antes de embarcar é só escolher....
Vagão evangélico, para os crentes de várias denominações. (seria a Igreja do Trem).
Vagão da Leitura ...com direito ao silêncio matinal, prateleiras com livros e cafezinho..
Vagão do Cartiado...com toda aquela gritaria e discussões que surgem repentinamente...
Vagão das Comadres.....mulheres fofoqueiras que expõe todos os “pobremas” familiares. Falam mal de todo mundo. Com isso nos pouparia de ouvir coisas do tipo: o meu genro chegou em casa ontem bêbado. Minina foi um inferno! Você acredita que ele ainda bateu na minha filha? Estava cheio de marcas de mulher, o safado. Já avisei a ela que separar é melhor” ... “Isso né nada. Pior a minha caçula que dormiu fora de casa ontem. Tava na casa do namorado. Um vagabundo que não quer nada com” sirviço”. Se aparecer grávida eu boto na rua!”
Vagão do Bagulhão – maconheiros e puxadores de cigarros de todos os tipos. Todos juntos fudendo os pulmões com seus venenos.....
No terminal, João estava feliz e assim que chegasse em casa ia passar tudo para o papel. Prometeu a si mesmo não continuar passivo e esse seria o primeiro passo. Desenhar os vagões e mandar a idéia para a Super Via. Só mudaria o Vagão do bagulhão para Vagão dos Fumantes. Sabe que eu gostei da idéia! Talvez acrescentaria mais alguns....
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
11h17
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Levando em consideração a todos os meses em que trabalhamos efetivamente. Férias deveriam ser prolongadas. Não creio que seja satisfatório os 30 dias consecutivos a que temos direito. Pelo menos pra mim. Mas há quem diga que temos feriados demasiado aqui no Rio e eses compensam os dias restantes. Pode até ser....de todo modo preciso de mais..... E que venham mais. Comemoro todos, independente do meu credo.... um dia de folga é tudo que precisamos.
Aos poucos estamos voltando à normalidade. Um marasmo só..... mas a vida segue. Estamos com algumas idéias para este espaço e esperamos contar com vocês. Nosso objetivo é levar um pouco de cultura e conhecimento. Abaixo tem uma poesia da nossa Cida e acho importante os comentários pois nos motivam. Um abraço a todos!
Poesia é a forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocínio. Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobre tudo emoções.
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
08h00
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Estranhos desejos



Tão vastos e negros
são teus olhos quando sentes dor
E eu, cego de fascínio
alimento tua tola histeria
Tua alma ensaia um grito inútil
O temor aflora tua pele
revelando - me as mais profundas delícias.
É tão belo o pavor que estremece a tua carne
enquanto minhas unhas percorrem teu ventre.
Olhos cauterizados
Luzes apagadas
Gemidos são música
Sangue que se faz néctar
Agonia encarnada em gozo
:: Postado por
Cida
às
10h57
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cogito
Eu sou como eu sou / pronome pessoal intransferível
do homem que iniciei / na medida do impossível
Eu sou como eu sou / agora sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes nesta hora
Eu sou como eu sou / presente
desferrolhado indecente feito um pedaço de mim
Eu sou como eu sou / vidente e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.

Torquato Neto - Escritor da Semana
Está acabando de sair quentinho, em dois volumes, pela editora Rocco, a Torquatália, obra reunida de Torquato Neto organizada por Paulo Roberto Pires. Se não tá ligando o nome de Torquato a quem é, te digo: pros mais novos, ENTRE OS QUAIS ME EXCLUO, é o autor da letra que os meninos dos Titãs musicaram, chamada “Go back”, aquela que termina assim: “só quero saber do que pode dar certo/não tenho tempo a perder”. Mas é bem mais do que isso e é sempre bom.
Torquato viveu 28 anos, matando-se no dia seguinte ao seu aniversário, em novembro de 1972. Enquanto viveu, aprontou: foi um dos artífices de primeiríssima hora do tropicalismo, deflagrado em 1967 e explodido em fins de 68, parceiro de Caetano e Gil.
Antes disso, já tinha sido parceiro em várias canções de Edu Lobo, a mais famosa, PRA DIZER ADEUS: “Adeus/vou pra não voltar/e onde quer que vá/sei que vou sozinho...”. Com Gil fez, entre outras, GELÉIA GERAL: “Um poeta desfolha a bandeira/e a manhã tropical se anuncia...” Com Caetano Veloso, várias, por exemplo, MAMÃE, CORAGEM: “Mamãe, mamãe, não chore/a vida é assim mesmo/eu fui embora...” Uma das últimas foi com Jards Macalé, LET’S PLAY THAT, que termina: “Vá, bicho/desafinar o coro dos contentes...” Dá pra sentir que o cara era barra. Nos últimos anos de vida, a partir de 1970, enquanto o país se deixava amordaçar alegremente por uma ditadura sanguinária, Torquato passa por várias internações em hospícios, algumas voluntárias: álcool e drogas. Mas muito para além disso, vez em quando achava uma brecha nos jornais e mantinha uma coluna que tratava de assuntos culturais, principalmente música popular e cinema, o que não era fácil naqueles tempos de censura atroz, repressão generalizada, sumiços e assassinatos políticos. E, claro, quaisquer manifestações culturais amordaçadíssimas.
(Parêntese da recordação: foi através da coluna “Geléia Geral”, que Torquato manteve no extinto Última Hora, de meados de 1971 a meados de 72, que me deu o click (e deu em muita gente melhor do que eu) pra literatura e baratos afins (você já deve ter notado, Márcio, que este texto está levemente colorido pela gíria da época). Seguinte: vocês têm que se inteirar também do contemporâneo, né, inclusive é disciplina do currículo. Torquato é grande porta de entrada.)
Continua abaixo
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
15h54
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Bem, mas os dois livros de Torquatália são os seguintes: no volume 1 ("Do lado de dentro"), estão escritos do poeta, textos inéditos, letras de canções (algumas ainda inéditas), textos de divulgação pro movimento tropicalista, correspondências, diários do hospício e quetais. No volume 2 ( "Geléia geral"), os textos de Torquato que saíam na imprensa: desde as posições ainda ingênuas e hoje meio deslocadas, mas sempre muito combativas e honestas, que vão acabar desembocando na aventura tropicalista (são os textos de 1967), até aqueles mais barra-pesada, de quem convivia com um contexto social e político massacrante e às voltas com seu próprio pesadelo pessoal: álcool, drogas, crises depressivas e persecutórias. Os escritos de Torquato já tinham saído antes em coletânea organizada por Waly Salomão, seu companheiro de viagem, e que morreu recentemente, logo depois de ter assumido o Instituto Nacional do Livro no atual governo. Chamava-se, essa coletânea (que saiu em edição depois ampliada pela Max Limonad), Os últimos dias de paupéria. Meninos, tudo isso serve à beça também como o que se diz "retrato de época" (mas não só, pois os textos valem para além do testemunho e do documento). Vai aí um exemplo, que transcrevo, de suas reflexões poéticas sobre a linguagem e sobre o estarnomundo: I – colagem Quando eu a recito ou quando eu a escrevo, uma palavra – um mundo poluído – explode comigo e logo os estilhaços desse corpo arrebentando, retalho em lascas de corte e fogo e morte (como napalm) espalham imprevisíveis significados ao redor de mim: informação. Informação: há palavras que estão nos dicionários e outras que não estão e outras que eu posso inventar, inverter. Todas juntas e à minha disposição, aparentemente limpas, estão imundas e transformaram-se, tanto tempo, num amontoado de ciladas. Uma palavra é mais do que uma palavra, além de uma cilada. Elas estão no mundo e portanto explodem, bombardeadas. Agora não se fala nada e tudo é transparente em cada forma; qualquer palavra é um gesto e em sua orla os pássaros de sempre cantam nos hospícios. No princípio era o verbo e o apocalipse, aqui será apenas uma espécie de caos no interior tenebroso da semântica. Salve-se quem puder. As palavras inutilizadas são armas mortas e a linguagem de ontem impõe a de hoje. A imagem de um cogumelo atômico informa por inteiro seu próprio significado, suas ruínas, as palavras arrebentadas, os becos, as ciladas. Escrevo, leio, rasgo, toco fogo e vou ao cinema. Informação? Cuidado, amigo. Cuidado contigo, comigo. Imprevisíveis significados. Partir pra outra, partindo sempre. Uma palavra : Deus e o Diabo. E pra não me estender demais, o "menino infeliz de Teresina" de que fala Caetano em sua Cajuína: "Existirmos/a que será que se destina?..." outro não é. Torquatália é recomendação e tanto! Bozzetti - Coordenador do Curso de Letras
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
15h53
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